LAERTE

Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:48:10
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TEXTOS INTEIROS NO ÔNIBUS

Será que valem um caderninho? Nunca tive esse hábito, até porque nunca precisei desse hábito. Mas ultimamente textos prontos, como se enlatados, escorrem da minha cabeça e vão pra debaixo da catraca. Tento manter minha rota longe de expectativas. Não consigo, mas durmo bem. Escrevi (mentalmente) um texto sobre perdas e dane-se. Olha, achei bonito. Falaremos disso depois. Agora eu vou dormir, porque, estranhamente, não perdi o sono.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 00:38:53
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HOJE, TERÇA-FEIRA, ESTRÉIA, ÀS 21h

É hoje mesmo. Hoje, terça-feira, dia 26 de agosto (diferente da data que aparece no arquivo de posts da UOL), estréia o texto do Marcelo Montenegro no Projeto Terça Teatrale, no restaurante Mamarana, em Higienópolis, ali na Rua Pará.
Abrindo a série de esquetes, Márcio Américo em seu número de stand-up, que é sempre imperdível, mas não impagável, afinal há criança em casa. Eu saio correndo do trampo hoje e vou pra lá. Agora vou para a aula de dança. Disciplina. É esse meu segredo para a vida dupla (atualmente tripla) que tenho levado nos últimos 37 anos. Se bem que, sinceramente, eu já fui bem melhor nisso. Ontem não bebi no ensaio. Eu e o Paulo de Tharso. Incrível, precisava ver.
A propósito, ontem disse a ele que manteria suspense sobre o convidado da Fábrica de Animais para o show do dia 05 na Festa de Merda, mas acordei pensando diferente: Paulo de Tharso é o convidado da noite do dia 05 de Setembro. Participação que, em vista do ensaio de ontem, será bem foda mesmo. Não esperava menos deste senhor.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 08:12:59
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NO DIA 05 DE SETEMBRO

Voltamos a fazer shows. Na fantástica Festa de Merda organizada pelo Carcarah.
Rubens K, o novo baixista da Fábrica de Animais, ainda não fez show com a gente.
Famosa por sua produtividade, a Fábrica apresenta duas (!) novas músicas, além de ter como convidado, Paulo de Tharso, meu parceiro de abstinência.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 08:07:31
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ACABA HOJE

Deus, quantas vezes eu anunciei o fim da montagem de Nossa Vida Não Vale Um Chevrolet pelo Cemitério de Automóveis? Um milhão de vezes. E ela sempre volta. Mas se você ainda não viu, essa pode ser sua última chance. Ou não. Mas você vai arriscar?
NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET
Texto, Direção, Sonoplastia e Iluminação : Mário Bortolotto
Elenco : Fernanda D´Umbra, Laerte Mello (Nelson Peres), Mário Bortolotto, Gabriel Pinheiro, Francisco Eldo Mendes, Paulo Jordão, Thiago Pinheiro e Helena Cerello
Operação Técnica : Marcelo Montenegro
Direção Técnica : Régis Santos
Produção : Dani Angelotti
No Espaço dos Parlapatões - Praça Roosevelt, 158
Ingressos : R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Sextas à Meia-Noite (hoje rola a última apresentação).
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Nelson de Sá e Sérgio Sálvia Coelho escreveram sobre a peça dura de matar.
Nelson toca um blog muito legal com a Lenise Pinheiro e o Sérgio publica críticas na íntegra em seu blog banker.
Em comum os dois têm o fato de que o Nelson já foi o crítico de teatro da Folha de São Paulo e o Sérgio é o crítico de teatro deste mesmo periódico. Veja o que disseram:
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Atendendo à campanha da Bacante....
Voltei!!!!!
Na verdade, foi uma falha técnica que nem o técnico do uol soube explicar. Há mais mistérios na net do que pode explicar o Wagner Moura.
Mas você, leitor amigo e que passa sem deixar traços, não perdeu nada. Faz tempo mesmo que não escrevo na Folha. Tinha sido convidado simultaneamente pela Ilustrada e o Guia para escrever sobre Nossa Vida não Vale um Chevrolet (sou arlequim terceirizado por dois amos). A Ilustrada não liberou para o Guia (que também me pediu para escrever sobre a versão opala para cinema), morreu o Dorival e eu fiquei sem espaço nenhum. É doce morrer na praia.
Mas ainda bem, porque ia dar merda. Achei exatamente o contrario do crítico de cinema que disse que vale pelas personagens Magali e Silvia. Nada contra (essa é para o Roveri) as atrizes. Mas Magali tecladista de churrascaria, boa moça que tem que dar para o patrão, é de doer. Esse melodrama maniqueista não tem nada a ver com o Bortolotto. Tem chavão e chavão. Os do Mário estão afinados com Miller, o Harry e o Frank, e as caracterizações padrão do Leo Medeiros e do Milhem (não adianta eles se disfarçarem de guerrilheiro ou de padre, são sempre eles e está bom assim) têm tudo a ver com esse universo. O Gabriel Pinheiro tem o desplante de funcionar nos dois (moleque marrento!) Mas qual a necessidade do Pereio de terno bancando o pai do Hamlet? E para que essa "genial" montagem fora de sequência das cenas da Silvia? Não bastava a doçura triste da Maria Luiza Mendonça? Se o diretor acha o naturalismo do Mário pouco para ele, porque não fez um remake do "Corra, Lola, Corra?" As intromissões cretinas da edição pioram ainda mais as intromissões cretinas do roteiro, e o filme afunda (ao contrário do filme do Zé do Caixão, que é salvo pela edição esperta).
Ok, eu não entendo nada de cinema, vou ficar quieto. Mas aqui do meu galinheiro, fico feliz que o verdadeiro "Nossa Vida Não Vale um Chevrolet" possa ser ainda visto nesta meia-noite de sexta feira nos Parlapa. Essa peça é o Help, o Love me Tender do Mário, e ver o próprio fazer o Lupa com a Fernanda fazendo a Silvia, brincando de tirar 15 anos das costas lucrando o ágio do distanciamento irônico, é como tomar um black label. Não tem jeito de dar errado. Pode ler em francês, que a Luciana Botelho vendeu pra Comédie Française (googa aí pra ver se eu estou mentindo), mas tem gente que prefere dizer que o Mario "pegou carona" no Opala. Deleitem-se com merda, gente, um milhão de moscas não podem estar erradas, enquanto eu vou lá na praça ter certeza que o Cristo Redentor não vai cruzar os braços. Que desabe o Cultura Artística, os cortiços underground da praça vão continuar de pé, passando a muamba.
Pronto, Uol, pode me suspender de novo.
(Sérgio Sálvia Coelho)
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Já sabia pelo blog que Mario Bortolotto havia renegado a produção ou quase, afastando-se do que foi parar na tela, mas não conseguia compreender por quê. Como "Nossa Vida Não Vale um Chevrolet" voltou ao cartaz pouco antes de estrear o filme, fui a campo comparar, até porque tento entender há tempos o que afasta tanto o teatro e o cinema por aqui, desde sempre.
A primeira e crucial diferença salta aos olhos quase imediatamente.
O filme transforma os três irmãos, a irmã e o pai em vítimas. De "imperdoáveis" na peça eles passam a "mocinhos" no filme. E contra um "bandido" que, tornado monstruoso, não manipulador, mas um assassino, estuprador, o diabo, deixa as coxias onde passa a maior parte da peça para se arrogar em protagonista do filme.
Como em quase toda produção brasileira com viés urbano e pop, ao menos aquelas que pude ver, "Nossa Vida Não Cabe num Opala" se cerca de periferia, mas parece tirar seu maniqueísmo de algum manual hollywoodiano. Vide "Tropa de Elite" e seu ultrapopular e torturador protagonista, que agora corre mundo.
Mas este "Opala" nem é filme de ação, como poderia ser, a partir da peça. Resulta antes num melodrama, que também nem precisaria ser, mas aqui é empobrecedor.
O teatro de Bortolotto, como se sabe, é pleno de imperfeições. Com o tempo, os fios soltos se mostraram característicos de sua dramaturgia, parte da desesperança, do buraco, como em Sam Shepard, ao menos para mim.
Pois o roteiro ou a edição do filme, não sei identificar, une os fios, tenta explicar passagens que seria melhor deixar perdidas. E joga coisas como o estupro, imagino que em alguma referência de cinema nacional, mas cujo efeito é seqüestrar a trama.
Mas basta. É evidente que "Opala" também perde sem os ciclos de sarcasmo e prostração de Fernanda D'Umbra, mas Maria Luisa Mendonça e Maria Manoella se expõem lindamente, no filme. Milhem Cortaz e Léo Medeiros, também.
Vale pelos atores e atrizes, pelas diferenças de suas criações com a do próprio autor-ator em cena _e com a do grande Laerte Mello, melhor nesta encenação do que em tudo o que pude ver dele. Vale também pela passagem singularmente enriquecedora de Gabriel Pinheiro, no mesmo personagem, do palco para a tela.
A sensação é que, de certa maneira, o que salva o filme é o teatro.
(Nelson de Sá)
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:07:13
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WORKSHOP COM O VAJMAN

Flávio Vajman está disposto a contar todos os seus segredos musicais. Se você quer aprender a tocar, esse wokshop pode ser sua chance. Não é sempre que rola. E é na faixa.
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Entrada Franca> Duração: 3 horas> Noções básicas de fisiologia, técnicas diversas, manutenção & conservação do instrumento, a gaita cromática no blues, harmonia aplicada ao blues, dicas de improviso, percepção & apreciação musical, variações do blues, banda & palco, microfonação e muito mais!> Dia 23 de agosto, sábado, a partir das 14 horas> Centro de Estudos Musicais Rockabilly> Rua Rego Freitas, 512 - conj. 02> Reserve sua vaga: (11) 3151 5737.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 09:55:54
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HOJE, EM SEGREDO, EU ME COMPARAVA

A MADONNA
Sem viagem, pára, é a Madonna, eu sei. Nem é por aí. É assim: eu tenho feito meio milhão de coisas e meio milhão de coisas é coisa pra caralho, então tenho gasto toda a modéstia que me ocorre dentro do ônibus (agora só ando de ônibus, detesto táxi, detesto mesmo), mas canto, danço, interpreto, escrevo, brinco de Deus e leio a biografia maluca que Norman Mailer escreveu sobre Jesus: O Evangelho Segundo o Filho. Genial, vejam isso: "Compreendendo que não estava lá para disputar com Ele, mas para obedecer à Sua vontade, o jejum se tornou mais fácil." SENSACIONAL! Tipo: "Velho, o que é que você veio fazer aqui? Jejuar? Então jejua, Nêgo, E não enche o saco." Mas a Madonna não escreve uma série para a TV, o que não é nada fácil, sobretudo quando você encara a porra da Legislação Brasileira que não te deixa escrever nem o que a molecada faz sem querer. Uma maratona de desvios e dissimulações estratosféricas. É divertido, até às 16h. Depois disso é um ferro. Mas a gente é teimoso e gosta desse treco. Então não cola esse papo de : "Foi você quem quis." Vou fumar um cigarro... Navegar é preciso, viver é outra história, né Fernando? Você nem imagina o que aconteceu depois que você pagou a conta. Minhas cordas vocais pedem arrego e eu não ouço. Canto cada vez mais alto e as calo antes que me digam qualquer coisa sobre despertadores e diárias de gravação. Ah, sim, porque eu também gravo uma série para TV, Miss Ciconne. E te juro: ainda hão-de fazer um documentário sobre mim, dizendo que eu nem sou tudo isso. E não sou mesmo.

Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 01:29:10
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NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET

A pré-estréia de Nossa Vida Não Cabe Num Opala, filme baseado no texto acima estava tipo assim bem louca pra caralho mesmo. Ou seria eu? Sei que fiz algo que há muito não fazia, que foi chegar em casa às 6h.
Hoje acontece a penúltima apresentação de Nossa Vida Não Vale Um Chevrolet nos Parlapatões. Tá lotando, tem que chegar cedo, mas vale a pena.
Certamente.
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NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET
Texto, Direção, Sonoplastia e Iluminação : Mário Bortolotto
Elenco : Fernanda D´Umbra, Laerte Mello (Nelson Peres), Mário Bortolotto, Gabriel Pinheiro, Francisco Eldo Mendes, Paulo Jordão, Thiago Pinheiro e Helena Cerello
Operação Técnica : Marcelo Montenegro
Direção Técnica : Régis Santos
Produção : Dani Angelotti
No Espaço dos Parlapatões - Praça Roosevelt, 158
Ingressos : R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Sextas à Meia-Noite (só mais duas apresentações)
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:40:54
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http://www.myspace.com/bandafabricadeanimais

foto edson kumasaka
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 08:08:25
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FOGO NO RÁDIO

reinaldo, eu, caco e pands em foto do dj
Foi legal ver o Reinaldo Moraes fazendo uma biografia duvidosa da minha pessoa, cheia de datas e acontecimentos imprecisos, reinventando minha história no teatro, na vida, enfim, em deixei, aquilo estava bem divertido. Os caras me entrevistaram no programa podcast Fogo no Rádio, que eles fazem no portal do UOL. Lá estava eu, conversando com Caco Galhardo, Reinaldo Moraes e Ana Pands. São quatro programas de dez minutos cada um. O primeiro está aqui: http://radio.musica.uol.com.br/fogonoradio.jhtm
Poxa, gostei demais de ser tão querida lá. Meus amigos são realmente fodas comigo. E depois fomos para a Mercearia, onde o Caco me contou várias histórias engraçadas do tempo em que andei "sumida". Ele me falou de como as pessoas perguntavam por mim. Não é fácil sumir. Mas eu sigo tentando.

PS: Ontem apresentamos (Martha, Edinho e eu) nosso Projeto Ana Cristina Cesar no b_arco, na segunda edição do Vocabulário. Foi do caralho e faço aqui um agradecimento descarado a Paulo Scott, Marcelo Montenegro, Marcelino Freire e Chacal (o chinês): queridos, tenho muito orgulho em apresentar meus trabalhos nessas paradas doidas de vocês. Muito obrigada! E mais: ontem recebi meu poster do projeto Na Tábua, parceria de criação e produção de Paulo Scott e Fabio Zimbres. Cara, Fábio Zimbres fazer uma ilustração para um texto meu, é algo realmente valioso para mim. Ficou foda o poster e vai para a parede. Ontem confessei ao Paulo que sempre quis estar nessa parada do Na tábua, mas não falava nada porque achava folga ficar pedindo pra participar. Além do Na Tábua, sempre quis estar na Eslovênia. Não acho que seja impossível agora.
O nome do texto que está lá é Carrosel. Pra quem não leu, publico aqui novamente.
CARROSSEL
Era um cavalinho amarelo e azul, com a cabeça bem pra frente e seu corpo tinha fitas brancas e prateadas. O circo ficava à beira-mar e os palhaços já não se apresentavam. A eles restava a responsabilidade da bilheteria. Clientes, pagávamos meia-entrada e expiávamos pequenas culpas e lembranças turvas. O dono do circo passava os dias na cama onde faxia* sexo bem triste e greve de fome. Havia um menino enterrado até a cabeça, esse era o seu número, e ele era o único a receber salário. Religiosamente comprava comida, que estragava com o calor. Ali ninguém podia se mexer e a comida tinha que apodrecer para que a fome não tivesse razão. Tudo era muito claro para que todos vissem a maresia engolindo o circo e lameando os cabelos das mulheres, que nuas não tinham direito ao frio ou ao calor. Apenas a pele vermelha delas denunciava que esperavam pelo público, que não se aproximava além de sete metros. "Sete" era o nome do circo e depois do primeiro nome havia qualquer coisa em italiano, por tradição. E por ser tradição incomodava e oferecia a todos o único motivo de reclamação. De noite começava o espetáculo, que era rápido para que toda a comida apodrecesse sem rercursos de linguagem, apenas apodrecesse. Imperavam os perfumes doces, com textura de abóbora e fava. Todos se coçavam e dormiam sozinhos agarrados uns aos outros. Era o circo mais popular da região e todos os dias os jornais se degladiavam para cobrir o menor espetáculo da Terra.
* Digitei errado (porque no teclado o x fica ao lado do z), saiu assim no cartaz e assim ficará.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 12:40:51
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AGORA

Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 14:25:43
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SEXTA-FEIRA
NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET

A Tia Vilma me disse hoje ao telefone: "É aquela peça dos irmãos? Ah, essa peça é tão linda..."
Todos gostam dessa peça. E eu também.
Nelson Peres entra para fazer duas das quatro apresentações. São apenas mais três. A estréia estava lotada. Se eu não estivesse no palco, estaria na platéia.
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NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET
Texto, Direção, Sonoplastia e Iluminação : Mário Bortolotto
Elenco : Fernanda D´Umbra, Laerte Mello (Nelson Peres), Mário Bortolotto, Gabriel Pinheiro, Francisco Eldo Mendes, Paulo Jordão, Thiago Pinheiro e Helena Cerello
Operação Técnica : Marcelo Montenegro
Direção Técnica : Régis Santos
Produção : Dani Angelotti
No Espaço dos Parlapatões - Praça Roosevelt, 158
Ingressos : R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Sextas à Meia-Noite (só mais três apresentações)
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SÁBADO
TERCEIRO SINAL

Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 21:22:06
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TV
Caros, estou escrevendo uma série para TV e preciso entrevistar pessoas de vinte e poucos anos que morem juntas em esquema de república. As entrevistas serão feitas de forma absurdamente informal por mim e pelos outros roteiristas.
Se alguém vive nessas "condições" e pode me ajudar, fico mesmo muito grata.
Será bem legal se conseguirmos que todo mundo que mora na casa esteja junto nessa conversa.
Please, mandem comentários ou escrevam para fernandadumbra@uol.com.br
Desde já, agradecemos a atenção.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 17:23:31
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ROUBADO DO BLOG DO MÁRIO
Um cara mandou o seguinte comentário para o blog do Mário:
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"Cara, não sei se você conhece o gibi Preacher, de Garth Ennis e Steve Dillon, mas em uma de suas histórias o Brendan Behan é citado de uma forma muito interessante (tipo "o Brendan era um cara muito legal, quando não estava junto com aquela corja de puxa-sacos que só queriam ver o Brendan beber e ser o Brendan"). Bem, só mencionei porque do que eu já li por aqui parece que você gosta de quadrinhos. Fica aí a dica (isso se você já não conhece a história). Um abraço!"
Ao que o Mário respondeu:
"Eu tenho a coleção inteira do Preacher, mas não lembro dessa passagem. Vou lá reler e procurar. Me parece bem algo que o Garth Ennis escreveria mesmo, ainda mais ao citar um escritor irlandês. Valeu pela dica. Grande abraço."
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Poucas coisas escritas são tão honestas quanto isso: "o Brendan era um cara muito legal, quando não estava junto com aquela corja de puxa-sacos que só queriam ver o Brandan beber e ser o Brendan".
Foda!
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 21:52:40
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HOJE
Eu queria sentar e beber com você até de manhã.
Tem dia que eu quero exatamente isso.
Eu só não quero beber todos os dias até de manhã e não queria que isso fosse motivo de decepção.
Mas "tua decepção, não é maior do que o meu coração é teu, é teu. Eu lamento, é um mundo sujo e sem perdão."*
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*La Carne
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:07:06
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